MEU DEUS MEU TUDO


RETRATO DE MÃE.

 

Uma Simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;

e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha , age com as forças todas da juventude;

quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.

(Tradução de Guilherme de Almeida)

Don Ramon Angel Jara

 

 

 

 

 



Escrito por Angela às 17h56
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Mãe No Asilo

 

Meu querido filho! O quanto terei que esperar por este teu chegar?

E como me vai ser difícil, quanto me vai ser dura esta espera;... Esta tua demora.

 

Conto os dias... Conto as horas; nada... Eu te chamo! Te espero! Me desespero.
Olho e torno a olhar; nada... Tu não chegas

 

Jamais pensei, ou antes, não queria acreditar que um dia eu ficasse
aqui, a tua espera, neste depósito, neste asilo, e nunca mais, te visse chegar.

O meu coração está de luto;

te Chamo! Te procuro! Acendo a luz, e não te vejo, continuas no escuro.

 

Dias destes filho, eu lavava e trocava tuas fraldas. Com todo o carinho do mundo, embalava-te entre meus braços, encantava-me com teus sorrisos e graças.

Ficaste tão grande filho!!! Já não mais cabias; como não cabe esta dor dentro de mim; estes meus prantos.

 

Meu querido filho: Se Falhei ...Não te compreendi; não te fui uma mãe boa;

Perdoa-me... Fiquei no passado fui ultrapassada pelos dias modernos.

Agora, já tenho as minhas pernas combalidas; estou enfraquecida por esta longa espera.

 

Possivelmente filho quando tardio chegares, em meu leito derradeiro, notarás uma outra mãe em meu lugar; desculpa-me filho! Tive que partir sem despedir-me de você, pois chegou a minha vez; à minha hora.

 

Cumpri a missão delegada pelo Criador; adeus filho!!!

Valeu toda a alegria e felicidade que proporcionaste-me.

Filho! Filho! Quando o tempo lhe permitir

Olha para o infinito do luzeiro noturno

Notarás uma nova estrela, brilhante e cintilante.

É o meu coração, pulsando por você, que ficou na terra.

Adeus filho!!! Adeus!!!

Tens a minha bênção.

 Douglas Skaramouch

 

 



Escrito por Angela às 12h52
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O AMOR DE MÃE NASCE NA ALMA E NÃO NO SANGUE

 

O sonho estava tão perto, como não pude perceber antes?

Fomos chamados, enfim chegara nossa vez na longa fila de espera pelo nosso segundo filho, que emoção, que alegria, o ar mal entrava em meus pulmões, não havia fôlego, só de pensar que estávamos indo buscar nosso pequeno... não dava para acreditar.

Enfim, chegamos no Abrigo que hospedava nosso filho. Passa por um, passa por outro, mostram-se papéis, berçário, crianças, e... finalmente alguém nos diz: “pode entrar naquela sala, o menino que vocês vieram conhecer está logo ali no 1º berço!”

O “1º berço”: havia um nenezinho, fraquinho, pequenino, com conjuntivite nos olhos, mal conseguia abri-los, aqueles olhinhos pretos, inchados, fixos em nossa direção, como que numa súplica: “só quero ser amado”. Naquele momento, ele estirou um sorriso, que por toda minha existência jamais será esquecido. Aquele era o MEU FILHO!

Soubemos, que nosso filho fora abandonado em um hospital aos dois meses de vida, com infecção generalizada, meningite, desnutrição aguda, anemia, cianose, passando por 2 transfusões de sangue, ficou na U.T.I. por duas semanas. Era um histórico assustador, mas não vacilamos um só momento.

Toda mãe sonha em ter um filho perfeito, bonito, inteligente, mas na hora em que os olhares se cruzam, você intui, se é o seu, não importa cor, tipo de cabelo, saúde, histórico de vida, não importa nada, o que conta é o “daqui para frente”. E assim o foi, trouxemos nosso filho para casa.

De imediato nosso pequeno foi cercado de muito amor por toda a família e amigos, apesar de doentinho, estava sempre sorrindo.

Levamos nosso filho ao médico, que após examinar, nos deu um conselho: “Devolva!”. Eu com meu filho nos braços, ouvindo o parecer do médico, desesperada, sim desesperada!. O que faria agora? Por onde começar a luta? O médico falou que meu bebê ficaria anão, poderia ter seqüelas da meningite, sofrida com tão pouco tempo de vida, poderia ser um portador do temeroso vírus HIV, afinal de contas foram 2 transfusões de sangue, poderia ter problemas mentais, pois havia chegado ao hospital com cianose, tinha broncopneumonia. Meu Deus, o que fazer? Devolver jamais passou por nossas mentes, ele era nosso!

Eu só conseguia chorar. Meu marido, forte batalhador, grandioso homem, virou para mim e disse: “Meu bem, se nosso filho tiver que parar de crescer mais cedo do que as outras crianças, se for portador de alguma deficiência, o que poderemos fazer? Assim é a vida, não chore. O importante é lutarmos para recuperar esses seis meses de vida que nosso filho teve de sofrimento em função da ausência do LAR.”

Chorei por três dias e três noites, acordava no meio da noite para chorar, não achava uma saída, após o 3º dia, acordei, resolvi parar de chorar e ir à luta. De lá para cá passamos por uns 15 médicos. Se alguém me falava, olha tem um médico na “China” que vai curá-lo, lá íamos nós. Nessa jornada, passamos com ele por médicos alopatas, espíritas, homeopatas, acupunturistas, massagistas, especialistas em florais, “benzedores”, etc. Quando ele piorava, corríamos ao Pronto Socorro, para atendimento de urgência, e logo no início do dia seguinte, levávamos ao seu pediatra. Remédios, remédios e mais remédios. Quando tudo parecia melhorar, ele tinha outra recaída. Chegou a ficar uma semana internado com dificuldades respiratórias. Tudo parecia estar acontecendo. E assim foi indo, o dia todo, todos os dias...

Depois que ele saiu do hospital, já mais fortalecido, começamos a fazer os exames. Atualmente, ele se encontra recuperado, não tem nenhuma deficiência, não sofre mais de doença alguma, atingiu a altura normal, é uma criança que chama atenção dos outros na rua de tão lindo que é. Com todo amor do mundo, ele ultrapassou todos os obstáculos.

Emagreci 12 kg, mas aprendi a ser forte, encarar os fatos da vida como nos são trazidos. Ergui minha cabeça e lutei muito.

Hoje, tenho um filho que toda mãe sonha: um menino dócil, amável, ativo, inteligente, bonito, e tão normal quanto qualquer outra criança da idade dele. Porém, em especial: um enviado de Deus.

Escapou da morte para nos trazer a vida!

Assinado
Mãe coruja!

Fonte:

depoimento recolhido no site Filhos Adotivos

 www.filhosadotivos.com.br



Escrito por Angela às 15h37
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MÃE QUEM É VOCÊ?

 

Mãe, quem é você?
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.

 

Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajuda
nos instantes mais difíceis?

 

Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezes
esqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?

 

Mãe, quem é você, com que discuto
e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,
para quem reclamo sempre,
e para quem guardo
o abraço maior e a maior ternura.

 

Mãe, eu sei,

Você só é... AMOR.

Maria Helena Gouveia



Escrito por Angela às 19h39
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“DIA DAS MÃES”

 

Mãe! Eu volto a te ver na antiga sala

Onde uma noite te deixei sem fala

Dizendo adeus como quem vai morrer.

E me viste sumir pela neblina,

Porque a sina das mães é esta sina:

Amar, cuidar, criar, depois... perder.

 

Perder o filho é como achar a morte,

Perder o filho quando, grande e forte,

Já podia ampará-la e compensa-la.

Mas neste instante uma mulher bonita,

Sorrindo, o rouba:  e a velha mãe aflita

Ainda se volta para abençoá-la.

 

Assim parti, e nos abençoaste.

Fui esquecer o bem que me ensinaste,

Fui para o mundo me deseducar.

E tu ficaste num silêncio frio,

Olhando o leito que deixei vazio,

Cantando uma cantiga de ninar.

 

Hoje volto coberto de poeira

E te encontro quietinha na cadeira,

A cabeça pendida sobre o peito.

Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.

Quero acordar-te, mas não sei se devo,

Não sinto que me caiba esse direito.

 

O direito de dar-te este desgosto,

De te mostrar nas rugas do meu rosto

Toda a miséria que me aconteceu.

E quando vires a expressão horrível

Da minha máscara irreconhecível,

Minha voz rouca murmurar: “Sou eu!”

 

Eu bebi na taberna dos cretinos,

Eu brandi o punhal dos assassinos,

Eu andei pelos braços dos canalhas.

Eu fui jogral em todas as comédias,

Eu fui vilão em todas as tragédias,

Eu fui covarde em todas as batalhas. 

Eu te esqueci: as mães são sempre esquecidas,

Vivi a vida, vivi muitas vidas,

E só agora, quando chego ao fim,

Traído pela última esperança,

E só agora quando a dor me alcança

Lembro quem nunca  se esqueceu de mim.

 

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.

Mas que foi? De repente ouço um ruído:

A cadeira rangeu: é tarde agora!

Minha mãe se levanta abrindo os braços

E, me envolvendo num milhão de abraços,

Rendendo graças, diz:  “Meu filho!”, e chora.

 

E chora e treme como fala e ri,

E parece que Deus entrou aqui,

Em vez de o último dos condenados.

E o seu pranto rolando em minha face

Quase é como se o Céu me perdoasse,

Me limpasse de todos os pecados.

 

Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.

Lembrando que fui criança, que fui puro.

Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta

Que eu compreendo o que significa:

O filho é pobre, mas a mãe é rica!

O filho é homem, mas a mãe é santa!

 

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,

Mas que me beija como agradecendo

Toda dor que por mim lhe foi causada.

Dos mundos onde andei nada te trouxe,

Mas tu me olhas num olhar tão doce

Que, nada tendo, não te falta nada.

 

Dia das Mães! É o dia da bondade

Maior que todo mal da humanidade

Purificada num amor fecundo.

Por mais que o homem seja um ser mesquinho,

Enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho

Cantará a esperança para o mundo!

 

 (Giuseppe Ghiaroni)



Escrito por Angela às 22h32
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Deus sabia que cada um de nós precisaria muito de

Um sorriso carinhoso e animador,

Uma mãozinha amiga para fazer as coisas mais maravilhosas,

Um coração amoroso, sempre leal,

Cheinho de ternura para nos ajudar.

E para partilhar nossas alegrias.

Então Deus com seu amor nos deus à bênção das Mães,

Para serem as pessoas mais amadas neste mundo!

 



Escrito por Angela às 19h28
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