
Em homenagem a minha Sogra e meu Sogro
Minha sogra se chama Beatriz Arduína, tem um apelido bonito, Beata Mas não é só isso! Ela era uma vovó amável, carinhosa e atenciosa. Fazia os afazeres domestico e ainda era uma boa professora.
Fui à primeira nora a entrar pra família. Um ano depois nasceu à primeira neta, recebeu o nome de Beatriz, menina linda, carinhosa, e nem precisa dizer apaixonada por essa avó e pelo avô. Quatro anos depois nasceu Priscilla, parecida com o avô, meiga e carinhosa, porém explosiva, e nem precisa dizer... Xodó da vovó e do vovô João, carinhosamente chamado por todos de vô Zico. Homem rude e trabalhador, meio bruto com suas brincadeiras, mas que tinha um coração enorme, cheio de carinho pra dar.
Sogros bons, Deus me deu, quem me dera poder colocar em um livro tudo de bom que aprendi com eles. Seria um livro enorme, pois teria muitas lições de amor carinho e respeito.
Foram vinte e sete anos de convivência, onde existia muito carinho, amor e cumplicidade. Minha sogra foi uma segunda mãe para mim, e o meu sogro nem se fala, me tratava como filha, às vezes me chamava de enjoada, por ter tanto carinho e cuidado com eles, mas na hora que precisava estava eu lá, com o mesmo sorriso e todo carinho de sempre pra ajudar. Há alguns anos, eles foram morar com Deus.
Mas de um jeito ou de outro estão sempre na nossa memória, são muitas as lembranças que ficaram. Afinal, para Beatriz e Priscilla, foram avós exemplares, amigos e companheiros...
Para mim nem preciso dizer, um pedacinho do meu coração foi com eles, ficou um vazio. Tanta era nossa amizade D.Beata, seu Zico!
Tenho saudades, e vou fazer o possível de semear a todos, o AMOR que recebi de vocês. Obrigado por terem existido em minha vida!
ANGELA MARIA MARTINS

Escrito por Angela às 18h38
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"NEOQEAV"
Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar. A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente. Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar. Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho. "Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. "Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro. Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.
Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte. Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes. Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair. O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. "Neoqeav"foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava. Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando: "Mas o que Neoqeav significa?"
Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"


Escrito por Angela às 13h39
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É Bom Parar e Refletir
Uma senhora com a idade já bastante avançada... Após a morte de seu esposo ficara só
Resolveu então se mudar para uma casa de repouso. Preparou suas coisas, vestiu-se toda elegante, arrumou bem os cabelos e com um sorriso nos lábios saiu para seu novo lar.

Foi recebida por uma das auxiliares, que pacientemente tomou-a pela mão e as duas seguiram corredor afora, enquanto caminhavam a auxiliar ia descrevendo detalhadamente o minúsculo quartinho.
Ah, eu vou adorar este quarto! - disse ela com muito entusiasmo
- Mas a senhora ainda nem viu o seu quarto!... Nem preciso ver
- respondeu ela. Felicidade é algo que você decide por princípio. - E eu já decidi que vou adorar! Sabe! eu tenho duas escolhas: 1º-se eu quisesse poderia passar o dia inteiro na cama, devido as dificuldades que tenho com certas partes do meu corpo.
2º-Ao acordar todas as manhãs eu tomo uma decisão, levanto e agradeço a Deus pelas outras partes que ainda me obedecem.
Enquanto eu respirar fico com a nº2, vou lutar com todas as minhas forças para ver em cada amanhecer um novo dia. E também lembrar das boas coisas que guardei do passado para esta época da vida.
A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que guardou. Portanto, aconselho-a a depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando.
A vida não é medida pelo número de vezes que se respirou, mas pelos momentos bons em que se perdeu o fôlego... De tanto rir... De surpresa... Alegria...
Por isso é bom parar e refletir um pouco.
Vale a pena fazer esse deposito.

Escrito por Angela às 21h47
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A menina do sorvete
Eleanor não sabia o que estava errado com sua avó. Sempre se esquecia das coisas, como onde pôs o açúcar ou quando pagar as contas, e a que horas deveria se aprontar para comprar mantimentos. - O que está acontecendo com vovó? - Eleanor perguntou. - Ela tem o olhar perdido e vive se esquecendo de tudo... - Vovó está muito velhinha - sua mãe respondeu-lhe - Ela agora precisa de muito mais amor, querida - Isto é que é ficar velha? - Eleanor voltou a perguntar - Todo mundo se esquece das coisas? Eu também vou esquecer de tudo quando ficar velha? - Não, nem todos se esquecem das coisas quando envelhecem, Eleanor. Sua avó tem uma doença chamada Alzheimer, e isto faz com que ela se esqueça de muitas coisas. Nós vamos coloca-la em uma casa de repouso onde poderá receber o cuidado apropriado. - Oh, mamãe! Isso é terrível! Ela sentirá muita falta de sua própria casa! - Sim... Talvez. Mas não há outra coisa que possamos fazer. Lá ela receberá bons cuidados e fará alguns novos amigos. Eleanor olhou preocupada. Não gostou nada da idéia. - Poderemos ir visitá-la? - perguntou - Eu sentirei falta de falar com vovó, mesmo com ela se esquecendo das coisas. - Poderemos ir nos finais de semana. - sua mãe respondeu - Podemos até lhe levar um presente. - Como um sorvete? Vovó adora sorvete de morango! Eleanor sorriu. - Isso! Vamos levar sorvete de morango! Disse a mãe. A primeira vez que visitaram vovó na casa de repouso, Eleanor quis chorar. - Veja mamãe, estão todos em cadeiras de rodas...
Ela disse: - Tem que ser assim, querida. Se não eles cairiam e se machucariam. - sua mãe explicou - Agora, quando você estiver com a vovó, sorria e diga-lhe como ela está bonita. A vovó estava sentada em um canto da sala que chamavam de sala do sol. Sentada, olhando para as árvores do lado de fora. Eleanor abraçou a vovó e disse, - Olhe, nós lhe trouxemos um presente... o seu favorito, sorvete de morango! Vovó pegou o pote e a colher e comeu sem dizer uma palavra. - Estou certa que ela está gostando, querida. A mãe de Eleanor assegurou. - Mas parece não nos conhecer. Eleanor estava decepcionada. - Você tem que lhe dar um tempo,- a mãe disse - ela está em novo ambiente e ainda tem que se ajustar. Mas nas vezes seguintes que visitaram a vovó foi a mesma coisa. Tomava o sorvete e sorria, mas não falava nada. - Vovó, você sabe quem eu sou? Eleanor perguntou. - Você é a menina que me traz o sorvete. Vovó respondeu. - Sim, mas eu sou Eleanor, sua neta. Você não se lembra de mim? - perguntou jogando os braços em torno da velha senhora. Vovó sorriu fraca. - Lembrar? Sim, eu lembro. Você é a menina que me traz o sorvete. De repente Eleanor percebeu que a vovó nunca se lembraria. Ela estava vivendo em um mundo todo seu, em um mundo sem memórias e de solidão. - Oh, como eu te amo, vovó! Ela disse. E só então percebeu uma lágrima rolando pelo rosto da vovó. - Amor,- ela disse - eu me lembro do amor. - Está vendo, querida, isto é tudo o que ela quer. - disse a mãe - Amor. - Eu trarei o sorvete para ela todo fim de semana, e vou abraça-la, mesmo que ela não se lembre de mim. Disse Eleanor. Apesar de tudo, isto era o mais importante - lembrar do amor é melhor do que lembrar o nome.

Escrito por Angela às 13h44
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Avós
Pouco se fala no dia dedicado a festejar os avós, mas sem problemas, o importante é lembrarmos de vocês todos os momentos de nossas vidas. Todos os dias consagramos vocês e agradecemos ao Senhor por tê-los. Como são importantes em nossas vidas. Vocês são pérolas ... mais que isso até... vocês não tem como serem calculados pelo valor que Deus deu pra gente... seus netos...
Já somos adolescentes, lembramos do passado, da infância, que não está distante, que tempo bom! Como a figura e a presença de vocês foram importantes! Não só pelas balas, bananadas, mas principalmente pelo carinho, dedicação e é claro, não poderíamos esquecer as historinhas, eram repetidas todos os dias..Já não havia mais repertório.Que saudade daquela época!!!
Mas hoje é outra: Vocês já estão nos vendo numa fase quase adulta, na guerra da adolescência, mas mesmo sendo idade difícil e vocês de outra época, vocês são tão valiosos que nos compreendem, respeitam, amam, com nossos altos e baixos... Vovô, vovó, saibam que amamos vocês intensamente. Deus colocou em nossos corações um amor tão grande por vocês que chegamos a confundir com o que sentimos por nossos pais...
Senhor Deus, obrigada pelos avós que nos deste, José e Cecília, que são super avós e consagramos esta página a eles. Um beijo das netas que tanto os amam.
(Texto de BabyMe!)

Escrito por Angela às 18h31
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ESTE MÊS ESTOU DEDICANDO AQUELES QUE SÃO NOSSOS HEROIS...
OS NOSSOS AVÓS
POR ISTO ENTREI HOJE SÓ PRA NÃO DEIXAR MEU CANTINHO VAZIO, ESTOU SENTINDO MUITAS DORES. MAS COM DEUS VENCEREI!

A Casa dos Meu Avós
Eles já foram morar com Deus
Ah, como era gostosa a casa dos meus avós! Era muito melhor do que estar em uma praia,
Ou num parque de diversões.
Ah, como era boa a vida lá na fazenda. Os passarinhos a cantar.
Como era gostoso subir na porteira e
Ver o vovô no curral logo cedo,
E a vovó fazendo aquele cafezinho gostoso. a vovó fazia cada coisa gostosa, doce de leite, broa de fubá... Nem consigo mais parar de sonhar.
Que saudades tenho dos meus avós!
Angela maria

Escrito por Angela às 18h26
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A Última Viagem de Táxi!
Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, às vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas...
Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, NENHUMA como aquela da noite de 25 para 26 de julho do último ano em que trabalhei na praça!
Havia recebido já tarde da noite uma chamada vinda de um pequeno prédio de tijolinhos, em uma rua tranqüila do subúrbio de Belo Horizonte, capital das Minas Gerais.
Quando cheguei ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Nestas circunstâncias, outros teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam só um pouco e, então, iriam embora. Mas, eu sabia que muitas pessoas dependiam de táxis como único meio de transporte a tal hora. A não ser, portanto, que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre esperava...
"Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda", pensei. Assim, fui até a porta e bati.
"Um minutinho", respondeu uma voz débil e idosa.
Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão...
Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência! Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40! E se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala...
Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não havia relógios, roupas ou adornos sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa aberta com fotografias e vidros... A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso de quem havia já perdido todos os dentes, pediu-me: “O senhor poderia me ajudar com a mala?” Eu peguei a mala e ajudei-a caminhar lentamente até o carro. E enquanto se acomodava ela ficou me agradecendo...
-"Não é nada, apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha velha mãe”... -" Oh!, você é um bom rapaz!"
Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu:
-"O senhor poderia ir pelo centro da cidade?”.
“Este não é o trajeto mais curto”, alertei-a prontamente. -" Eu não me importo... Não estou com pressa... Meu destino é o último! O asilo dos velhos"...
Surpreso, eu olhei pelo retrovisor.
Os olhos da velhinha brilhavam marejados... -" Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo"...
Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
-"Qual o caminho que a senhora deseja que eu tome?”. Nas horas seguintes nós dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Praça sete em que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista... Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados. E também pela Igrejinha de São Francisco, na Pampulha, onde comemoraram Bodas de Ouro!
Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja de móveis na região da Praça da Liberdade, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha! De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina. Era quando ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada... E olhava. Olhava e suspirava... E assim rodamos a noite inteira... Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente: "Estou cansada... E pronta! Vamos agora!" Seguimos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a um prédio rodeado de árvores, uma pequena casa de repouso. Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que paramos. Eram amáveis e atentos e logo se acercaram da velha senhora, a quem pareciam esperar. Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida.
“-” Quanto lhe devo?”“, ela perguntou, pegando a bolsa.
-"Nada!", eu disse. -" Você tem que ganhar a vida, meu jovem”
-“Há outros passageiros”, respondi. Quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente e devolveu-me com um beijo afetuoso e repleto da mais pura e genuína gratidão! E disse: -"Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo... Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim! Obrigada, MEU AMIGO! Mil vezes obrigada!!!”
Apertei sua mão pela última vez e caminhei no lusco-fusco da alvorada sem olhar para trás, pois as lágrimas corriam-me abundantes pela face...

Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida...
Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar. Dois dias depois, tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha mais nova amiga. Me disseram, então, que na noite anterior adormecera para sempre, em paz e feliz...
E fiquei a pensar, se a velhinha tivesse pegado um motorista mal-educado e raivoso... Ou, então, algum que estivesse ansioso para terminar seu turno...
Hó, Deus! E se eu houvesse recusado a corrida? Ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?...
Ao relembrar, creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida até então!
Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.
Todavia, os GRANDES MOMENTOS freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam guardados em recantos que quase todo mundo considera sem importância...
Quando nos damos conta... Já passou.
AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE, MAS, ELAS SEMPRE LEMBRARÃO COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR-SE.
PORTANTO, VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!
PENSE NISTO!!!
OS IDOSOS DE HOJE, SOMOS NÓS AMANHÃ.

Escrito por Angela às 22h46
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As pérolas são uma ferida curada.
Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Assim somos nós, como uma ostra, recebemos todos os dias coisas que nos ferem e nos desagradam, e se ficarmos remoendo estas magoas, nossas feridas ficaram abertas e seremos como ostra vazia. Más não é isto que Deus quer. Ele que tenhamos uma reação, que saibamos perdoar e cobrir as nossas magoas e feridas com várias camadas de amor. Lembre-se que o propósito da ferida da ostra, é formar uma linda perola.

Escrito por Angela às 16h52
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Curativos para um coração
“Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito”; Sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração: - O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta... Perguntei a ela...O que tens? Porque se atormenta dentro de mim? Minha alma disse: - Estou assim porque você está assim;
Você me faz perguntas, mas não tenho as respostas e sei que isso o faz infeliz... Você se sente tão pequeno, e isso me faz pequeno também... Você queria ser diferente e eu fico triste por você...
Você está tão só, e eu me sinto sem você... Mais uma vez tornei a ficar em silêncio... E foi aí que meu coração meio confuso me respondeu... - Estou tão triste...Sinto-me tão pequeno...Estou magoado com você! Fiquei sem jeito e perguntei... - O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu... Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atencioso, procura ser prestativo e na maioria das vezes sempre se decepciona... Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha... Você espera por algo que não vem e fica triste...Aí você chora e dói em mim...
Preciso de curativos para um coração partido... Curativos bons. Perguntei ao meu coração;Como assim bons? Ele respondeu... Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão... Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade e nas horas que você se sentir tão só...
Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta seguro e amparado... Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amado, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais...
Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam descartáveis... Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor... Essa ferida que não se vê, apenas se sente... Que sejam fortes, e aprova d’água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho nos dias em que você se sentir carente...
Curativos que acima de tudo nunca o decepcione, prometendo coisas que não cumprem... Curativos companheiros e sinceros ,que se importem realmente com você... Não quero pena, quero amor... Amor de verdade. Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu também sofro...
Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas ninar você... Dizer-te que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito... Você é especial... Pena...Ninguém perceber isso!

Escrito por Angela às 14h01
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Quem matou o Amor?
Houve uma vez, na história do mundo, um dia terrível, em que o Ódio - o rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das más virtudes convocou uma reunião com todos os seus súditos. Todos os sentimentos escuros do mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a essa reunião com muita curiosidade, porque queriam saber qual o motivo de tanta urgência. Quando todos já estavam presentes, falou o Ódio: Os reuni aqui porque desejo com todas as minhas forças matar alguém! Ninguém estranhou muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele sempre queria matar alguém, mas perguntaram-se quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitaria da ajuda de todos. Quero matar o Amor - disse o Ódio. Muitos sorriram com maldade, pois mais de um ali tinha a mesma vontade. O primeiro voluntário foi o Mau Caráter: Eu irei e podem ter certeza que em um ano o Amor terá morrido. Provocarei tal discórdia e raiva que ele não vai suportar. Depois de um ano se reuniram outra vez e, ao escutar o relato de Mau Caráter, ficaram decepcionados: Eu sinto muito. Bem que tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia seu caminho. Foi então que muito rapidamente ofereceu-se a Ambição para executar a tarefa. Fazendo alarde de seu poder, disse: Já que Mau Caráter fracassou, irei eu. Desviarei a atenção do Amor com o desejo por riqueza e pelo poder. Isso ele nunca irá ignorar. E começou, então, a Ambição o ataque contra a sua vítima. Efetivamente, o Amor caiu ferido. Mas, depois de lutar arduamente, curou-se: renunciou a todo desejo exagerado de poder e triunfo. Furioso com o novo fracasso, o Ódio enviou os Ciúmes. Estes bufões perversos inventaram todo tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor. Machucaram-no com dúvidas e suspeitas infundadas. Porém, mesmo confuso, o Amor chorou e pensou que não queria morrer. Com valentia e força se impôs sobre eles e os venceu. Ano após ano, o Ódio seguiu em sua luta, enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a Pobreza, a Enfermidade e muitos outros. Todos fracassavam sempre. O Ódio, convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais: Nada podemos fazer. O Amor suportou tudo. Levamos muitos anos insistindo e não conseguimos. De repente, de um cantinho do auditório, se levantou um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto. Com um chapéu gigante, ele mantinha o rosto encoberto. Seu aspecto era fúnebre como o da morte. Eu matarei o Amor, disse com segurança. Todos se perguntavam quem seria esse pretensioso que, sozinho, pretendia fazer o que nenhum deles havia conseguido. O Ódio ordenou: Vá e faça! Havia passado pouco tempo quando o Ódio voltou a convocar a todos para comunicar que finalmente o Amor havia morrido. Todos estavam felizes mas, também surpresos. E o sentimento do chapéu preto falou: Aqui eu entrego a vocês o Amor, totalmente morto e esquartejado. E sem dizer mais palavra, encaminhou-se para a saída. Espera! - determinou o Ódio, dizendo: em tão pouco tempo você o eliminou completamente, deixando-o desesperado e, por isso mesmo, ele não fez o menor esforço para viver! Quem é você afinal? O sentimento, pela primeira vez, levantou seu horrível rosto e disse: Sou a Rotina...

Escrito por Angela às 16h08
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O QUE É O AMOR?
Esta foi uma pesquisa séria feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos.
“AMOR É QUANDO ALGUÉM TE MAGOA, E VOCÊ, MESMO MUITO MAGOADO, NÃO GRITA, PORQUE SABE QUE ISSO FERE SEUS SENTIMENTOS”.
MATHEW, 6 ANOS
“QUANDO MINHA AVÓ PEGOU ARTRITE, ELA NÃO PODIA SE DEBRUÇAR PARA PINTAR AS UNHAS DOS DEDOS DO PÉ. MEU AVÔ, DESDE ENTÃO, PINTA AS UNHA PARA ELA. MESMO QUANDO ELE TEM ARTRITE”.
REBECCA, 8 ANOS
“AMOR É QUANDO UMA MENINA COLOCA PERFUME E O MENINO COLOCA LOÇÃO
PÓS-BARBA, E ELES SAEM JUNTOS E SE CHEIRAM”.
KARL, 5 ANOS
“EU SEI QUE MINHA IRMÃ MAIS VELHA ME AMA, PORQUE ELA ME DÁ TODAS AS SUAS
ROUPAS VELHAS E TEM QUE SAIR PARA COMPRAR OUTRAS”.
LAUREN, 4 ANOS
“AMOR É COMO UMA VELHINHA E UM VELHINHO QUE AINDA SÃO MUITO AMIGOS, MESMO SE CONHECENDO HÁ MUITO TEMPO”.
TOMMY, 6 ANOS
“QUANDO ALGUÉM TE AMA, A FORMA DE FALAR SEU NOME É DIFERENTE’.
BILLY, 4 ANOS
“AMOR É QUANDO VOCÊ SAI PARA COMER E OFERECE SUAS BATATINHAS FRITAS,
SEM ESPERAR QUE A OUTRA PESSOA TE OFERECA AS BATATINHAS DELA”.
CHRISSY, 6 ANOS
“AMOR É O QUE ESTÁ COM A GENTE NO NATAL, QUANDO VOCÊ PÁRA DE ABRIR OS PRESENTES E O ESCUTA”.
BOBBY, 5 ANOS
“SE VOCÊ QUER APRENDER A AMAR MELHOR, VOCÊ DEVE COMEÇAR COM UM AMIGO QUE VOCÊ NÃO GOSTA”.
NIKKA 6 ANOS.
“QUANDO VOCÊ FALA PARA ALGUÉM ALGO RUIM SOBRE VOCÊ MESMO E SENTE MEDO QUE ESSA PESSOA NÃO VENHA A TE AMAR POR CAUSA DISSO, AÍ VOCÊ SE SURPREENDE, JÁ QUE NÃO SÓ CONTINUAM TE AMANDO, COMO AGORA TE AMAM MAIS AINDA”.
SAMANTHA, 7 ANOS
“HÁ DOIS TIPOS DE AMOR, O NOSSO AMOR E O AMOR DE DEUS, MAS O AMOR DE DEUS JUNTA OS DOIS”.
JENNY, 4 ANOS
AMOR É QUANDO A MAMÃE VÊ O PAPAI SUADO E MAL CHEIROSO E AINDA FALA QUE ELE É MAIS BONITO QUE O ROBERT REDFORD”.
CHRIS, 8 ANOS
“DURANTE MINHA APRESENTACÃO DE PIANO, EU VI MEU PAI NA PLATÉIA ME ACENANDO E SORRINDO. ERA A ÚNICA PESSOA FAZENDO ISSO E EU NÃO SENTIA MEDO”.
CINDY, 8 ANOS
“AMOR É QUANDO VOCÊ FALA PARA UM GAROTO QUE LINDA CAMISA ELE ESTÁ VESTINDO E ELE A VESTE TODO DIA”.
NOELLE, 7 ANOS
“NÃO DEVERÍAMOS DIZER EU TE AMO A NÃO SER QUANDO REALMENTE O SINTAMOS. E SE SENTIMOS, ENTÃO DEVERÍAMOS EXPRESSÁ-LO MUITAS VEZES. AS PESSOAS ESQUECEM DE DIZÊ-LO”.
JESSICA, 8 ANOS
“AMOR É SE ABRAÇAR, AMOR É SE BEIJAR, AMOR É DIZER NÃO”
PATTY, 8 ANOS
“AMOR É QUANDO SEU CACHORRO LAMBE SUA CARA, MESMO DEPOIS QUE VOCÊ DEIXA ELE SOZINHO O DIA INTEIRO”.
MARY ANN, 4 ANOS
“QUANDO VOCÊ AMA ALGUÉM, SEUS OLHOS SOBEM E DESCEM E PEQUENAS ESTRELAS SAEM DE VOCÊ”.
KAREN, 7 ANOS
“DEUS PODERIA TER DITO PALAVRAS MÁGICAS PARA QUE OS PREGOS CAÍSSEM DO CRUCIFIXO, MAS ELE NÃO DISSE ISSO.
ISSO É AMOR”.
MAX, 5 ANOS


Escrito por Angela às 17h30
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O Nó do Amor
*Numa reunião de pais numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar ao filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.*
*Considerava que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempo para se dedicar e entender as crianças.*
*Mas a diretora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saia para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo... Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o garoto já não estava acordado.*
*Explicou, ainda que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.*
*E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.*

*O nó era o meio de comunicação entre eles. *
*A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.*
*O fato faz-nos refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.*
*Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal que é a comunicação através do sentimento.*
*Simples gestos como aquele beijo e um nó na ponta do lençol, valiam para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.*
*É valido que nos preocupamos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.*
*Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a Linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.*
*É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor.*
*Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...*

Escrito por Angela às 15h06
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O Que é o Amor
Numa sala de aula haviam várias crianças, quando uma delas perguntou à professora: - Professora, o que é o amor? A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento do amor. As crianças saíram apressadas e ao voltarem a professora disse: - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo. A primeira criança disse:

- Eu trouxe essa flor, não é linda? A segunda criança falou: - Eu trouxe esta borboleta.Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou: - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha? E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou: - Meu bem, porque você nada trouxe?

E a criança timidamente respondeu: - Desculpe professora. Vi a flor e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe? A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração. (Autor Desconhecido)

Escrito por Angela às 14h43
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O Cavaleiro Do Amor
Um dia, numa praça, um jovem exibia seu coração, o mais bonito daquela cidade. Uma grande multidão se aproximou e admirou aquele coração, pois era perfeito. Não havia nele um único sinal que lhe prejudicasse a beleza. Todos reconheceram que realmente era o coração mais bonito que já haviam visto. O jovem estava vaidoso e o ostentava com crescente orgulho. De repente um velho homem, montado num cavalo, surgiu do meio da multidão, desceu ao chão e bradou: " Seu coração nem de longe é tão bonito quanto o meu ! " O jovem e a multidão olharam para o coração do velho homem. Batia fortemente, mas era cheio de cicatrizes. Havia lugares onde faltavam pedaços e também partes com enxertos que não se encaixavam bem, que tinham as laterais ressaltadas. A multidão se espantou : " Como pode ele dizer que seu coração é mais bonito? " O jovem olhou para o coração do velho homem e disse, rindo: " O senhor deve estar brincando! Compare seu coração com o meu e veja. " O meu é perfeito e o seu é uma confusão de cicatrizes e emendas ! " Sim " , disse o velho homem. " O seu tem aparência perfeita mas eu nunca trocaria o meu por ele." As marcas representam pessoas a quem dei o meu amor. Eu arranquei pedaços do meu coração e dei a elas e, muitas vezes, elas me deram pedaços de seus corações para colocar nos espaços deixados; como esses pedaços não eram de tamanho exato, hoje parecem enxertos feios e grosseiros, mas eu os conservo como lembranças de amor que dividimos. Algumas vezes eu dei pedaços do meu coração e as pessoas que os receberam não me deram em retorno pedaços de seus | | |